3.10.19

Achado na Net: sobre o Discurso do Método

De resto, é óptimo.

Leituras de Verão (4)

por ordem aproximada de leitura.

Primeira Epístola de S. Pedro.

Segunda Epístola de S. Pedro.

C. S. Lewis, The Abolition of Man or Reflections on Education with Special Reference to the Teaching of English in the Upper Forms of Schools (1943).

A. G. Sertillanges, The Intellectual Life: Its Spirit, Conditions, Methods (1921).

Jon Bonné, The New Wine Rules: A Genuinely Helpful Guide to Everything You Need to Know (2017). Ilust. María Hergueta.

Abel Barros Baptista, E Assim Sucessivamente (2015).

Fernando Armellini e Giuseppe Moretti, Tinha Rosto e Palavras de Homem: Um Perfil de Jesus (1998).

Epístola aos Hebreus.

Jane Austen, Pride and Prejudice (1813).

Martinho Lutero, Explicação do Pai Nosso (1519).

Livro dos Salmos.

Homero, Odisseia.

29.9.19

29 de Setembro

Hoje, dia de S. Miguel Arcanjo, recebo digitalmente de HBS este belo trabalho devocional e tipográfico. 

28.9.19

Derivé em Naoshima e Teshima

Um grupo de amigos viajou ao Japão em Fevereiro passado, uma experiência que dizem inesquecível. Alguns decidiram visitar as ilhas de arte contemporânea Naoshima e Teshima, sem plano e sem roteiro. O melhor resultado desta derivé certamente será as impressões que causou na memória. O segundo, será este artigo acompanhado de belas fotografias, ambos por Laine B, na Here Magazine

27.9.19

21.9.19

Salmo 42

Ando a ler o Livro dos Salmos na versão dos Capuchinhos (2008) pela primeira vez. A tradução do versículo 7 (ou 6) faz-me parar:

A minha alma está abatida:
     por isso, penso muito em ti,
     desde as terras do Jordão e dos montes Hermon e Miçar.

Ao contrário de outras versões contemporâneas, a dos Capuchinhos, assim como a tradução que está a ser preparada pela Conferência Episcopal Portuguesa, seguindo a Bíblia hebraica, a Septuaginta e a Vulgata, numera os versículos a partir da rubrica no início do salmo. Isto é particularmente relevante quando se comparam versões. Daí o parêntesis acima.

A versão de João Ferreira de Almeida, na edição Revista e Corrigida, traduz o verbo hebraico zakar pelo verbo "lembrar", mais próximo do original, ao invés de pelo verbo "pensar". Versões de língua inglesa dividem-se em outro ponto: algumas colocam o verbo no presente (NRSV, NASB, ESV), outras, talvez mais próximas do sentido hebraico, no futuro (KJV, NEB, REB), uma vez que zakar está no imperfeito, podendo indiciar um sentido futuro. Na Septuaginta, do mesmo modo, está no futuro. As duas versões portuguesas que menciono optam pelo presente. 

Duas considerações vêm à mente.

Quanto à escolha lexical. A noção de lembrança é uma das noções fundamentais do Antigo Testamento. zakar significa trazer à memória experiências passadas e, muitas das vezes, refere-se particularmente à experiência redentora do êxodo. O Salmo 42 refere-se também, por assim dizer, a um exílio, mas de outro tipo: o salmista deseja estar em Jerusalém e no templo, o local do culto e da presença tangível de Deus, mas encontra-se deslocado no norte, na região de Hermon, de onde nasce o Jordão, sem poder vir a Jerusalém. Está por isso fora das fronteiras de Israel, factor que contribui para que alguns conjecturem que esteja de facto exilado. Em qualquer dos casos, tristeza e ansiedade resultam da situação, mas a sua fé insiste em afirmar-se, porque lembrar Deus, nas escrituras hebraicas, é sobretudo confiar na sua providência e ancorar essa confiança em actos providenciais do passado. Lembrar Deus é confiar nele.

Quanto ao tempo verbal. A opção pelo futuro é justificada, mas  não exclui que a acção se passe no presente. Usamos o futuro também para designar determinações fortes que estamos executar no momento em que as dizemos ou que vamos executar assim que as tivermos dito. No entanto, a opção pelo presente põe em evidência uma característica incontornável da nossa existência: é quando as coisas nos correm mal que pensamos em, ou nos lembramos de, Deus. Mais: a tradução dos Capuchinhos em particular põe em evidência que é quando as coisas nos correm mal que pensamos muito nele.